Ações small caps que recomendamos em 2022

Pré-mercado de Nova York inicia a sexta-feira em alta, seguindo o tom positivo em Wall Street

Nord Research 08/04/2022 12:49 8 min
Ações small caps que recomendamos em 2022

Nord Insider

Olá, investidor.

Nesta sexta-feira, 8, o pré-mercado de Nova York opera em alta, seguindo o tom positivo da reta final do pregão da véspera em Wall Street.

Na agenda econômica, sai o IPCA de março e a primeira prévia do IGP-M de abril. Nos Estados Unidos, saem os dados sobre os estoques do atacado em fevereiro e a contagem de sondas de petróleo referente à semana terminada em 1 de abril.

Principais assuntos de hoje:

  • Braskem volta a negociar com fundos;
  • Volta da bandeira verde;
  • Ações small caps que recomendamos;
  • A história da Ambev;
  • Movida vai comprar veículos elétricos.

Grandes fundos voltam a negociar compra da Braskem


Após a venda não “vingar” na Bolsa, a petroquímica Braskem (BRKM5) está novamente no mercado, tentando achar um comprador para suas operações globais.

Após quase fechar negócio com a rival holandesa LyondellBasell, em 2019, e de garantir a saída de seus principais sócios – Novonor (ex-Odebrecht) e Petrobras – a partir de uma oferta de ações em Bolsa, a companhia voltou à ideia original de encontrar um comprador no mercado privado.

E agora são os private equities (fundos que compram participações em empresas) o alvo preferencial.

Entre os nomes que estão analisando a transação estão fundos como Apollo, Starboard e Advent, apurou o Estadão. O banco Morgan Stanley está assessorando a operação.

O mercado espera que as conversas com os private equities sejam anunciadas em breve.


Volta da bandeira verde impacta nas ações da Bolsa?

O consumidor comum ficará isento da cobrança de taxa extra na conta de luz a partir do dia 16 de abril, com a volta da bandeira verde devido às condições de geração de energia mais favoráveis.

"Bandeira verde para todos os consumidores de energia a partir de 16/04. A conta de luz terá redução de cerca de 20 por cento", escreveu o presidente Jair Bolsonaro em sua conta no Twitter. Depois, a notícia foi confirmada pelo Ministério de Minas e Energia.

Recapitulando: A bandeira de escassez hídrica está em vigor desde setembro de 2021 e foi criada em meio ao cenário de crise hídrica no país, que afetou os reservatórios das usinas hidrelétricas no ano passado — passamos pela pior seca em 91 anos.

Com o fim da bandeira, quais ações da bolsa podem ser beneficiadas?

Segundo o analista Guilherme Tiglia, da carteira Nord Dividendos, em termos de hidrologia, espera-se um aumento da produção das hidrelétricas com toda essa normalização. O risco de racionamento que antes se comentava, agora perdeu relevância.

Na visão do nosso analista, todo esse novo cenário pode favorecer (e já vem favorecendo) as ações das empresas ligadas à geração de energia hidrelétrica.

Nossa preferência no segmento é a EDP Energias do Brasil (ENBR3). A empresa atua nas diferentes frentes de atuação do setor elétrico: geração, transmissão e distribuição.


Small caps x blue chips: qual das duas oferece maior retorno?


Mesmo que você não conheça Rocky Balboa (Sylvester Stallone), certamente ouviu falar na história do lutador de boxe que trabalha como "cobrador" de um agiota e teve a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a ideia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário. Rocky, que estava fora dos holofotes, decide, então, treinar para enfrentar o grande campeão.

Sentado na arquibancada para assistir a essa luta, em qual dos dois você apostaria todas as suas fichas: no campeão (Blue Chips) ou no desconhecido (Small Caps)?

A maioria das pessoas responderia “no campeão”. E se déssemos uma oportunidade para o desconhecido?

Trazendo para a nossa realidade, na Bolsa de Valores, os investidores preferem as grandes do mercado a buscar novas oportunidades nas Small Caps.

O motivo é muito simples: por serem empresas de baixa capitalização, ou seja, que têm valor de mercado menor do que as Blue Chips, as ações Small Caps têm liquidez menor e, consequentemente, um volume menor de negócios por dia.

Mas se você está focado em investimentos sob a ótica de crescimento e retorno a médio e longo prazos, as Small Caps são mais atrativas, segundo o analista André Zonaro.

A essa altura, você já percebeu que estamos falando de algo realmente lucrativo. Para entender melhor, vamos trazer um exemplo.

Na B3, as ações da Petrobras (PETR3), Vale (VALE3), Itaú Unibanco (ITUB3) e Eletrobras (ELET5) são exemplos de Blue Chips.

Em pouco mais de duas décadas, de dezembro de 1999 até dezembro de 2021, todas essas empresas citadas acima ofereceram retornos inferiores quando comparadas com algumas empresas de menor liquidez, as Small Caps.

As ações da Alpargatas (ALPA4), Ferbasa (FESA4), Schulz (SHUL4), Unipar (UNIP6), Comgas (CGAS5) e ISA CTEEP (TRPL3) superaram as maiores tanto no Retorno Absoluto quanto no Real Anual.

Tabela: Small Caps vs. Blue Chips: qual das duas oferece os maiores retornos?

Agora que você já sabe que os maiores retornos dos últimos 22 anos não são das maiores empresas da Bolsa, queremos mostrar uma oportunidade nas Small Caps que não aparece sempre.

Porém, essa janela de oportunidade é curta. E está quase se fechando.

Em entrevista para o Brazil Journal, o sócio da Leblon Equities, Pedro Chermont, disse que a gestora está olhando para empresas menores do que as que fazem parte do índice de Small Caps da Bolsa, inclusive algumas têm market cap (valor de mercado) inferior a 1 bilhão de reais e sofreram consideravelmente do início da queda mais acentuada do mercado, no segundo semestre de 2021 para cá.

Em comum entre a Nord Research e a Leblon está a escolha de duas empresas para fazer parte da sua carteira: Alper (APER3) e Priner (PRNR3).

As teses de investimentos de APER3 e de PRNR3 estão disponíveis na área de membros para você consultar.

Se você quiser, porém, acessar a carteira completa de small caps da Nord Research, o caminho para isso é a série Nord Small Caps, conduzida pelo André Zonaro.

Mudando de pato pra ganso… 🦆


The Big Short

A história da Ambev e a criação da maior cervejaria do mundo

Tudo começou em 1885, com um grupo formado por industriais paulistas que adquiriram um terreno no bairro da Água Branca, em São Paulo, onde futuramente seria instalada a matriz da Companhia Antarctica Paulista. Ali, basicamente, produziam gelo e produtos alimentícios.

É importante mencionar que desde 1853 já operava a Bohemia, a primeira cervejaria do Brasil, localizada em Petrópolis.

Em 1888, Louis Bucher, filho de cervejeiros alemães, entra no negócio e começa a fabricar cerveja de forma mais industrial — ele já tinha uma pequena fábrica anteriormente — com uma capacidade de produção de 6 mil litros diários. Formalmente, a Companhia Antarctica Paulista foi fundada em 1891.

Enquanto isso, ainda em 88, mas em outro lugar, o suíço Joseph Villiger fundou uma pequena oficina com o nome de Manufatura de Cerveja Brahma & Villeger & Companhia, no Rio de Janeiro.

Com o passar dos anos, as duas empresas (Antarctica e Brahma) foram crescendo de maneira independente, cada uma com sua estratégia. Tanto que, em 1960, a Cervejaria Bohemia foi comprada pela Companhia Antarctica Paulista.

Você deve estar se perguntando: "O que uma coisa tem a ver com a outra?", mas calma, tudo vai fazer sentido…

Na década de 1970, foi fundado o Banco Garantia, do famoso trio de sócios Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles.

Basicamente, a estratégia do banco de investimentos era adquirir participações em algumas empresas brasileiras a ponto de conseguirem tomar a maioria das decisões dentro delas.

Em 1989, o banco visualizou uma oportunidade na Companhia Cervejaria Brahma e assumiu o controle acionário (especialistas de mercado veem essa decisão como a grande tacada do grupo).

Enquanto Jorge Paulo seguia focado na nova Brahma, Marcel Telles e Carlos Alberto receberam a missão de assumir o controle da Antarctica.

No dia 2 de julho de 1999, foi anunciada a junção da Brahma com a Antarctica, criando a AmBev.

Depois disso, em 2004, a AmBev se funde à belga Interbrew e passa a deter 14 por cento do mercado mundial de bebidas. A nova empresa, chamada InBev, tornou-se controladora da Ambev, atuando em 150 países.

Uma coisa é certa: ainda que você não tome um gole de cerveja, já deve ter consumido ao menos um produto fabricado pela Ambev. O portfólio da companhia engloba tanto produtos alcoólicos quanto não alcoólicos, incluindo refrigerante Antarctica e sucos Do Bem.

As ações da Ambev estão listadas na bolsa brasileira com o ticker ABEV3 e os ADRs são negociados na New York Stock Exchange com o código ABEV.


Relevante agora

Movida planeja captar 1 bi de reais em debêntures

A Movida (MOVI3) quer unir o útil ao agradável. O conselho de administração da empresa aprovou a 8ª emissão de debêntures simples, no valor de até 1 bilhão de reais, não conversíveis em ações, em até duas séries.

Em fato relevante, a Movida afirmou que “os recursos obtidos por meio da oferta serão destinados para capital de giro, gestão de caixa e reforço de liquidez, e para aquisição, pela companhia e/ou por suas controladas, de frota de veículos elétricos, híbridos ou que funcionem por meio de energia limpa (sem utilização de combustíveis fósseis)”.

Segundo informações da Reuters, se a operação for executada em duas etapas, os papéis da primeira série terão prazo de sete anos, enquanto os da segunda vencerão em 10 anos.

A analista Danielle Lopes vê com bons olhos o movimento da Movida, tanto em novas iniciativas quanto para manter o endividamento sob controle e em níveis saudáveis. Assim, quando o mercado reabrir totalmente, a empresa conseguirá crescer de maneira sustentável conforme observamos nos últimos anos.

Nossa analista também destaca o pioneirismo da Movida e diz que a companhia está acelerando a nova unidade de negócios por meio da compra de frota de veículos elétricos, de olho no aumento do interesse dos motoristas.

Além da mobilidade elétrica, o reforço de caixa é um movimento importante, uma vez que entramos em um ciclo de juros mais altos. Isso preocupou o mercado, segundo nossa analista, porque as locadoras dependem muito de investimentos para continuar crescendo e adquirindo novos carros.

No geral, vemos a notícia como positiva e mantemos recomendação de compra para MOVI3. O ativo ainda faz parte da carteira do Nord Ações.

Recomendação: Comprar


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