Mercados dão pausa no otimismo em meio ao avanço da Covid-19 e de impasses nos EUA

É rarefeito o ar no topo

Após um primeiro golpe de forte otimismo, os mercados globais dão uma pausa nas valorizações.

Sobressaem-se no noticiário global as preocupações acerca do crescimento econômico em meio aos desdobramentos da pandemia.

A noite foi tranquila na Ásia. Mercados europeus registram leve baixa, com realizações de lucros em Ações que beiravam máximas. Futuros nos EUA sugerem dia de leve baixa.

Por aqui, o noticiário político-econômico deve garantir diversão extra. Respire fundo e mantenha a razão dominando a emoção.

Queda de braço

Nos Estados Unidos, o foco de atenção é nos esforços democratas para pôr fim ao impasse em torno de um novo pacote de estímulos. A porta-voz da Câmara e o líder da minoria democrata do Senado publicaram uma nota conjunta, na qual clamam para que os republicanos trabalhem em conjunto na construção de uma solução bipartidária.

A primeira reação foi de ampla rejeição do líder da maioria republicana da câmara alta. Há uma forte queda de braço em relação à magnitude de uma nova rodada de estímulos.

Isso tem tudo para ser o principal foco de sobressaltos do mercado nas próximas sessões… se o avanço da pandemia em solo americano não roubar a cena de novo.

Stay at home

O dia de ontem foi o de maior número de fatalidades pela Covid-19 nos Estados Unidos. Em Los Angeles, a ordem é ficar em casa, com a suspensão de todas as atividades em negócios que exigem presença física.

Seguramente não será caso isolado nas próximas semanas.

Sim, haverá vacina. Não, ela não se materializará em todos os cantos da Terra da noite para o dia – o que significa que o desempenho de 2021 está sub judice. E teremos emoções até lá.

Em terras tupiniquins, o pós-eleições abre espaço para novas medidas após um período de abrandamento de restrições.

Aceito sugestões de Natal e Réveillon. Mandem-me lá no Instagram, ok?

(Aliás, estou respondendo umas perguntas bem interessantes por lá).

Tô online, bb; vem me iludir

A secretária do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal anunciou, ontem, que devem ser encaminhados nos próximos dias projetos para a desestatização de oito empresas no ano que vem. Destacam-se os Correios e a Eletrobras (ELET3, ELET6).

Eu queria muito ver isso acontecer. Sinceramente. Mas são iniciativas que demandam tamanha articulação que, francamente, não poria dinheiro nisso neste momento.

Da fala da secretária ainda vem outra sinalização importante: uma operação de capitalização da elétrica é prioridade do governo.

Muito importante aqui fazer conta, diante da potencial diluição e dos riscos de execução.

Mas francamente, a julgar pelas operações que têm ocorrido nos últimos tempos, pouco me surpreenderia se viessem a mercado e conseguissem demanda para 3 vezes o book.

O País do futuro

Sinais dão conta de que iniciativas de ordem tributária devem ficar para depois da eleição na Câmara. Leitura é de que falta clima político para aprovar reformas no momento.

Já vimos esse filme antes incontáveis vezes. Nem sei como esse rolo ainda não se desintegrou no projetor…

Mantido esse curso de ação, as discussões sobre o imposto sobre transações digitais, tributação de dividendos e tutti quanti ficam para 2021… com vigência somente para o ano seguinte.

Em se confirmando, podem respirar aliviados os que se preocupavam com a possibilidade de o Leão rondar os ganhos do Nord Dividendos – que, aliás, continua com ótimas oportunidades mesmo com Ibovespa acima dos 110 mil pontos.

Quem avisa amigo é.